quinta-feira, 30 de dezembro de 2010

Conheça a culinaria baiana

A culinária da Bahia mais conhecida (embora não a mais consumida) é aquela produzida no Recôncavo e em todo o litoral da Bahia — praticamente composta de pratos de origem africana, diferenciados pelo tempero mais forte à base de azeite de dendê, leite de coco, gengibre, pimenta de várias qualidades e muitos outros que não são utilizados nos demais estados do Brasil. Essa culinária, porém, não chega a representar 30% do que seus habitantes consomem diariamente. As iguarias dessa vertente africana da culinária estão reservadas, pela tradição e hábitos locais, às sextas-feiras e às comemorações de datas institucionais, religiosas ou familiares.
No dia a dia, o baiano alimenta-se dos pratos herdados da vertente portuguesa, englobados no que se costuma chamar de “culinária sertaneja”. São receitas que não levam o dendê e demais ingredientes típicos de origem africana, como ensopados, guisados e várias iguarias encontradas também nos outros estados, embora com toques evidentemente regionais (a utilização mais ou menos acentuada de determinados temperos numa dada receita, por exemplo).
A predominância, no imaginário do brasileiro e nos meios de comunicação, da culinária “afro-baiana“, deve-se muito ao fato de Salvador, a capital da Bahia, situar-se no litoral do Recôncavo, o que confere maior poder de divulgação para o saboroso legado africano da culinária regional.
Ambas vertentes da culinária baiana, no entanto, ainda são praticadas de forma bastante espontâneas, carecendo de procedimentos mais sistemáticos de pesquisa e desenvolvimento. Há muita resistência a tentativas de estudos e aprimoramentos da comida legada por portugueses e africanos. Existem poucos chefs de cozinha dedicados à culinária da Bahia. Procedimentos mais coerentes com a moderna cozinha, contudo, já começam a aparecer, de forma esparsa, através de cozinheiros e cozinheiras mais informados das modernas técnicas gastronômicas, apontando perspectivas mais dinâmicas para a cozinha baiana. A primeira conseqüência dessas poucas iniciativas é o aparecimento de novas receitas, mais elaboradas, ainda mantendo fortes ligações com as matrizes portuguesa e africana mas incorporando também bases da culinária de outros países, principalmente aqueles banhados pelo Mediterrâneo.
Ponto de acarajé de Ivone, no bairro da Pituba
Na Bahia existem duas maneiras de se preparar os pratos “afros”. Uma mais simples, sem muito tempero, que é feita nos terreiros de candomblé para serem oferecidos aos Orixás, e a outra, fora dos terreiros, onde as comidas são preparadas e vendidas pela baiana do acarajé e nos restaurantes, e nas residências, que são mais carregadas no tempero e mais saborosas.
Diz Afrânio Peixoto, historiógrafo, em seu livro “Breviário da Bahia”, que ” a Bahia é um feliz consórcio do melhor de Portugal – a sobremesa e a preferência pelos pescados, e da Costa da África – o óleo de dendê, com outros temperos e condimentos, e pimenta, muita pimenta benzendo tudo. (…) Pouca coisa do índio, que não tinha quase cozinha.”
Culinária da Bahia
Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre.
A culinária da Bahia mais conhecida (embora não a mais consumida) é aquela produzida no Recôncavo e em todo o litoral da Bahia — praticamente composta de pratos de origem africana, diferenciados pelo tempero mais forte à base de azeite de dendê, leite de coco, gengibre, pimenta de várias qualidades e muitos outros que não são utilizados nos demais estados do Brasil. Essa culinária, porém, não chega a representar 30% do que seus habitantes consomem diariamente. As iguarias dessa vertente africana da culinária estão reservadas, pela tradição e hábitos locais, às sextas-feiras e às comemorações de datas institucionais, religiosas ou familiares. No dia a dia, o baiano alimenta-se dos pratos herdados da vertente portuguesa, englobados no que se costuma chamar de “culinária sertaneja”. São receitas que não levam o dendê e demais ingredientes típicos de origem africana, como ensopados, guisados e várias iguarias encontradas também nos outros estados, embora com toques evidentemente regionais (a utilização mais ou menos acentuada de determinados temperos numa dada receita, por exemplo). A predominância, no imaginário do brasileiro e nos meios de comunicação, da culinária “afro-baiana”, deve-se muito ao fato de Salvador, a capital da Bahia, situar-se no litoral do Recôncavo, o que confere maior poder de divulgação para o saboroso legado africano da culinária regional.Ambas vertentes da culinária baiana, no entanto, ainda são praticadas de forma bastante espontâneas, carecendo de procedimentos mais sistemáticos de pesquisa e desenvolvimento. Há muita resistência a tentativas de estudos e aprimoramentos da comida legada por portugueses e africanos. Existem poucos chefs de cozinha dedicados à culinária da Bahia. Procedimentos mais coerentes com a moderna cozinha, contudo, já começam a aparecer, de forma esparsa, através de cozinheiros e cozinheiras mais informados das modernas técnicas gastronômicas, apontando perspectivas mais dinâmicas para a cozinha baiana. A primeira consequência dessas poucas iniciativas é o aparecimento de novas receitas, mais elaboradas, ainda mantendo fortes ligações com as matrizes portuguesa e africana mas incorporando também bases da culinária de outros países, principalmente aqueles banhados pelo Mediterrâneo.Na Bahia existem duas maneiras de se preparar os pratos “afros”. Uma mais simples, sem muito tempero, que é feita nos terreiros de candomblé para serem oferecidos aos Orixás, e a outra, fora dos terreiros, onde as comidas são preparadas e vendidas pela baiana do acarajé e nos restaurantes, e nas residências, que são mais carregadas no tempero e mais saborosas.Diz Afrânio Peixoto, historiógrafo, em seu livro “Breviário da Bahia”, que ” a Bahia é um feliz consórcio do melhor de Portugal – a sobremesa e a preferência pelos pescados, e da Costa da África – o óleo de dendê, com outros temperos e condimentos, e pimenta, muita pimenta benzendo tudo. (…) Pouca coisa do índio, que não tinha quase cozinha.”

quarta-feira, 8 de dezembro de 2010

Moqueca de peixe

 


Receita de Moqueca de Peixe



ingredientes
1 cebola grande picada;
sal a gosto;
2 tomates picados;
1 pimentão vermelho pequeno cortado em rodelas;
1 pimentão verde cortada em rodelas;
3 galhos de coentro picado;
100 ml. de leite de coco;
3 colheres de sopa de azeite de dendê;
½ limão;
4 postas de robalo.

preparo
Tempere o peixe com sal e suco de limão. Deixe no tempero por 10 minutos.
Numa panela (de preferência de barro para ir direto do forno para a mesa), coloque o azeite e todos outros ingredientes.
Coloque as postas em 3 xícaras de água por aproximadamente 20 minutos
Depois despeje por cima o leite de coco.
Cozinhe por mais 5 a 10 minutos até completar o cozimento..
Retire do fogo todos os ingredientes , coloque na terrina e reserve.
Separe o caldo do cozimento para o preparo do pirão.
Sirva tudo junto.
Rendimento: 3 pessoas

terça-feira, 7 de dezembro de 2010

A culinária afro-brasileira é o que podemos chamar de altamente adaptada, mistura ingredientes, técnicas e é carregada de história

Cozinha de muitas fusões

Quando pensamos em culinária africana logo vem em nosso imaginário a figura de uma baiana com suas vestes e turbantes brancos vendendo acarajé e cocada. Esta não é uma imagem falsa, afinal tanto os dois pratos, quanto a prática de vender comida na rua são fortes heranças africanas que sobrevivem até hoje, especialmente na Bahia. No entanto, esse legado é muito mais amplo e se manifesta nos ingredientes, no modo de preparo, em diversos outros pratos e nas misturas gastronômicas que foram sendo feitas ao longo da história com a participação indígena e européia que completam essa mistura tão rica e peculiar que é a cultura brasileira, incluindo aí a comida.
Toda essa influência africana nos nossos hábitos alimentares tem sua origem no período de colonização com a vinda dos escravos. Como não tinham uma alimentação farta, eram extremamente criativos ao criar pratos nas senzalas a partir dos restos da casa grande. Para incrementar tudo isso, ingredientes como azeite de dendê e muita pimenta. O dendezeiro é uma palmeira de origem africana e de sua polpa se extrai o azeite que dá cor, sabor e aroma a tantas receitas como o caruru, o vatapá e o acarajé.
Hoje, os pratos e temperos da cozinha negra fazem parte da nossa alimentação. São saboreados no dia-a-dia e também nas festas populares, além de "passearem"
pelas cozinhas dos grandes chefs que atuam na alta gastronomia.
No quesito ingredientes, a alimentação dos escravos nas propriedades ricas incluía canjica, feijão preto, toucinho, carne seca, laranjas, bananas, farinha de mandioca e o que conseguisse pescar e caçar, e nas pobres era de farinha, laranja e banana. Os temperos utilizados na comida eram o açafrão, o óleo de dendê e o leite de coco. O cuscuz, já conhecido na África antes da chegada dos portugueses ao Brasil, atravessou os mares e resiste até hoje em um preparo doce, feito com leite e leite de coco, ou salgado (cuscuz paulista) com ovos cozidos, cebola, alho, cheiro-verde e outros legumes. O leite de coco é usado para regar peixes, mariscos, arroz-de-coco, cuscuz, mungunzá e outras iguarias.
Vieram da África também a banana, o café, a pimenta malagueta, inhame, quiabo, gengibre, amendoim, melancia e jiló. O uso de folhas verdes e hastes jovens cortadas e preparadas no vapor ou fervidas em combinação com especiarias e outros vegetais como cebola e tomate, também é uma constante. A popular pamonha de milho, por sua vez, origina-se de um prato africano chamado acaçá.
A galinha e os ovos, tradicionais alimentos portugueses, foram assimilados pelos negros fazendo "nascer" pratos como o vatapá e o xinxim. Da culinária indígena foi "importada" a mandioca juntamente com ervas e plantas que foram essenciais na criação do caruru. Originalmente feito apenas de ervas socadas ao pilão, com o tempo ganhou outros ingredientes, como peixe e legumes cozidos.
Quanto ao preparo, o modo africano de cozinhar e temperar incorporou elementos culinários e pratos típicos portugueses e indígenas, transformando as receitas originais e dando forma à cozinha brasileira. A cozinha africana privilegia os assados em detrimento das frituras. O caldo é um item importante, proveniente do alimento assado ou simplesmente preparado com água e sal. É utilizado na mistura com a farinha obtida de diversos elementos. Essa prática popularizou o pirão já conhecido pelos índios, mistura do caldo com farinha de mandioca e o angu (caldo com farinha de milho).
A vinda dos africanos não significou somente a inclusão de formas de preparo e ingredientes na dieta colonial. Representou também a transformação da sua própria culinária. Muitos pratos afro-brasileiros habitam até hoje o continente africano, assim como vários pratos africanos reinventados com o uso de ingredientes do Brasil, como a mandioca, também fizeram o caminho de volta.

segunda-feira, 6 de dezembro de 2010

Salvador a cidade de todos os sabores


A cidade espera receber entre 1,5 milhão e 2 milhões de turistas a partir de novembro, atraídos por seu calor, belezas naturais, atrações culturais, religiosas, gastronômicas e tudo mais que só a capital baiana tem. Principal ponto turístico do centro histórico de Salvador, o Pelourinho passou por uma grande reforma.
O passeio pelas ladeiras de pedra pode ser cansativo, mas ver os sobrados coloridos de estilo colonial e as igrejas compensa. Decorada internamente com quilos e mais quilos de ouro, a Igreja de São Francisco chama a atenção do turista. Há dezenas de outras capelas para serem visitadas no centro.
Próximo ao Pelourinho, está o Centro Cultural Solar do Ferrão, que reúne coleções de artes sacra, africana e popular, e a Fundação Casa de Jorge Amado, onde é possível conhecer mais detalhes sobre a vida do autor de Tieta do Agreste e de mais 40 outros títulos.
Outro lugar que não pode faltar nas fotos da viagem é o Elevador Lacerda, estrutura de quatro ascensores que ligam a cidade alta à baixa. Na Salvador baixa, fica o Mercado Modelo, reconstruído em 1983 após passar por um incêndio. No litoral de mais de 50 quilômetros de praia, o turista encontrará o Farol da Barra. Construído de madeira em 1696 no Forte de Santo Antônio da Barra e alimentado com óleo de baleia, o farol indicava a entrada da Baía de Todos os Santos para os navegantes. Em 1863, ele foi reconstruído com ferro e abastecido por eletricidade. Outro forte famoso de Salvador é o de Santa Maria, erguido para evitar invasões ao Porto da Barra.
Pit stop
Entre um passeio e outro, a parada nos tabuleiros das baianas vestidas a caráter é obrigatória. O acarajé, bolinho feito com feijão-fradinho, cebola, sal e azeite de dendê, é servido em toda esquina. A pimenta acompanha, mas com moderação. Vatapá, caruru e outros pratos feitos com frutos do mar e mais pimenta estão entre as especialidades da culinária baiana.
E não dá para falar de Salvador sem mencionar festas da cidade, a começar pelo Carnaval. Conhecido mundialmente, o Carnaval da Bahia é comemorado na rua. Milhões de foliões seguem os trios elétricos pelas ruas de Salvador, cantando ao som de artistas consagrados, como Ivete Sangalo, Cláudia Leite e Chiclete com Banana. Salvador também é lembrada por suas manifestações religiosas - e de credos diferentes que convivem harmoniosamente. O ano começa com a procissão de Nosso Senhor dos Navegantes, no dia 1º de janeiro. Na segunda quinta-feira depois do Dia de Reis, cerca de 200 baianas lavam a escadaria da Igreja de Nosso Senhor do Bonfim com vassouras e água de cheiro lembrando rituais africanos.
No domingo seguinte, a igreja recebe uma festa católica. Os simpatizantes do candomblé colocam suas oferendas para Iemanjá no Rio Vermelho nos primeiros dias de fevereiro, em uma festa que acontece há mais de 80 anos. Talvez seja essa diversidade tão harmoniosa que faça de Salvador um dos destinos mais procurados do Brasil.

quarta-feira, 20 de outubro de 2010

Receita de Baião de Dois com Carne de Sol



ingredientes

3 copos de arroz;
2 copos de feijão de corda;
5 fatias de calabresa;
50 grs de toucinho em cubos;
50 grs de queijo coalho;
200 grs. de carne seca cozida e desfiada;
2 cebolas grandes picadas;
3 galhos de coentro

Receita de Baião de Dois
preparo
Cozinhe o feijão em panela comum sem amolecer muito.
Frite o toucinho e a calabresa até dourar.
Junte a cebola e o coentro.
Coloque a carne seca e deixe fritar mais um pouco.
Junte o feijão e misture, acrescente o coentro, arroz e pedaços de queijo coalho.
Sirva com farinha de mandioca acompanhada de pimenta.
Rendimento: 4 pessoas

Receita de Acarajé da Bahia





ingredientes
2 kg de feijão fradinho;
3 dentes de alho;
Azeite de dendê para fritar
Sal a gosto.

    
preparo
Coloque o feijão fradinho de molho em água fria por 4 horas.
Quando o feijão começar a inchar, lave-o com água fria até soltar toda a casca.
Moer o feijão sem casca (em moinho especial ou processador) até formar uma massa branca espessa e acrescente o alho previamente moído.
Aquecer frigideira ou tacho com quantidade suficiente de azeite de dendê para cobrir os bolinhos de acarajé enquanto são fritos.
Os bolinhos devem ser feitos com uma colher (quantidade de massa que é retirada com uma colher do recipiente)
Frite em azeite bem quente virando-os uma única vez. Os bolinhos devem ficar com uma tonalidade avermelhada por fora e claro por dentro.
Sirva com pimenta, vatapá, caruru, camarão seco e salada de tomate verde, cebola e coentro.

Receita de Arrumadinho de Carne Seca



ingredientes
300 grs. de feijão fradinho;
250 grs. de carne seca;
1 xícara de farofa;
1 tomate;
Coentro;
Azeite de dendê;
1 cebola picada em pedaços pequenos;
2 colheres de sopa de manteiga ou margarina;
Sal a gosto.

Receita de Arrumadinho de Carne Seca
preparo
Cozinhe o feijão com sal e acrescente tomate e cebola picada.
Frite a carne com uma colher de manteiga com cebola em rodelas.
Arrume em camadas numa travessa, o feijão , coloque ao lado carne e monte com farofa ou farofa de dendê (feita com alho e dendê)
Enfeite com coentro e sirva.
Rendimento: 2 pessoas